Os senadores que representaram o Partido da República

 


Entre 2007 e 2019, o Partido da República, conhecido pela sigla PR, ocupou espaço relevante no Senado Federal e reuniu parlamentares de diferentes estados brasileiros. A legenda nasceu oficialmente a partir da fusão do Partido Liberal, o antigo PL, com o Partido de Reedificação da Ordem Nacional, o PRONA. O registro do novo partido foi deferido pelo Tribunal Superior Eleitoral em dezembro de 2006, e a nova legenda passou a funcionar formalmente no Congresso Nacional em 2007. Anos mais tarde, em fevereiro de 2019, o Partido da República voltou a adotar o nome Partido Liberal.

A trajetória do PR no Senado foi marcada por mudanças frequentes em sua bancada. Alguns parlamentares chegaram à Casa já filiados ao partido, enquanto outros ingressaram posteriormente, seja por mudança partidária, seja por assumirem o mandato como titulares ou suplentes. Por isso, a composição da legenda variou bastante ao longo dos anos.

No início de sua atuação no Senado, quatro nomes apareceram como integrantes da nova bancada: João Ribeiro, do Tocantins; Magno Malta, do Espírito Santo; Alfredo Nascimento, do Amazonas; e Expedito Júnior, de Rondônia. O próprio Senado registrou que esses parlamentares passaram automaticamente a integrar o Partido da República após a fusão que deu origem à legenda.

João Ribeiro

João Ribeiro foi um dos principais nomes da primeira formação do Partido da República no Senado. Representante do Tocantins, ele havia sido eleito para o Senado pelo Partido Liberal e permaneceu na Casa após a criação do PR. Em 2007, passou a exercer a liderança da nova bancada.

Sua atuação ganhou destaque especialmente durante os primeiros anos do partido, quando o PR buscava consolidar sua posição no Congresso Nacional. Em 2009, por exemplo, João Ribeiro era citado pelo Senado como líder da bancada, que naquele momento reivindicava participação na Mesa Diretora proporcional ao tamanho do grupo.

O senador permaneceu associado ao PR durante boa parte de seu mandato, representando o Tocantins em um período no qual a legenda ampliou sua presença tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado.

Magno Malta

Outro integrante da primeira bancada do PR foi Magno Malta, eleito pelo Espírito Santo. Antes da criação do Partido da República, Malta era filiado ao Partido Liberal. Com a fusão que originou o PR, passou a integrar automaticamente a nova legenda.

Magno Malta ocupou posições de liderança dentro da bancada e também participou da estrutura administrativa do Senado. Em 2009, por exemplo, exercia a 4ª Secretaria da Mesa do Senado, enquanto o partido discutia a manutenção do cargo com base em sua representação parlamentar. Naquele momento, o Senado registrava a existência de cinco senadores vinculados ao PR para efeitos da discussão de proporcionalidade, considerando também Alfredo Nascimento, que estava licenciado para exercer o cargo de ministro dos Transportes.

Sua permanência no PR se estendeu por mais de uma legislatura. Em diferentes momentos, Magno Malta ocupou posições de liderança e participou de votações e debates de grande repercussão nacional.

Alfredo Nascimento

Alfredo Nascimento, representante do Amazonas, também fazia parte da formação inicial do Partido da República. Ele havia sido eleito pelo Partido Liberal e passou para a nova legenda em 2007.

Uma particularidade de sua trajetória foi o afastamento temporário do Senado para ocupar o Ministério dos Transportes. Mesmo licenciado, seu nome continuava sendo considerado na discussão sobre a dimensão da bancada do PR, como demonstram registros do Senado de 2009.

Nascimento retornou posteriormente ao Senado e continuou a atuar pelo PR. Em 2013, por exemplo, foi indicado pelos integrantes da legenda para exercer a liderança do partido no Senado durante aquele ano.

Expedito Júnior

Expedito Júnior, de Rondônia, completou a primeira formação do PR no Senado. Assim como João Ribeiro, Magno Malta e Alfredo Nascimento, ele chegou à nova legenda a partir da fusão entre PL e PRONA.

Durante os primeiros anos do partido, Expedito Júnior exerceu funções de liderança e participou das discussões relacionadas à representação do PR na Mesa Diretora. Em 2009, era citado oficialmente como vice-líder da bancada.

Sua presença no Senado, entretanto, não se estendeu por todo o período de existência do PR. A composição da legenda começou a mudar significativamente nos anos seguintes, com a chegada de novos parlamentares e a saída de outros.

César Borges

César Borges, da Bahia, foi outro senador associado ao Partido da República durante os primeiros anos da legenda. Ele já era senador quando o PR foi criado e passou a representar o partido na Casa.

Em 2008, Borges discursava no Senado identificado como integrante do PR e também exercia papel de liderança da legenda na Bahia. Seus pronunciamentos registram a atuação parlamentar vinculada ao partido e mostram a presença do PR na política baiana naquele período.

Sua passagem pelo Senado pelo PR ocorreu durante uma fase em que a legenda buscava ampliar sua presença regional e organizar estruturas partidárias nos estados.

A ampliação da bancada em 2011

A maior expansão da bancada do PR no Senado ocorreu nos anos seguintes. Um relatório oficial do Senado registra que, em 22 de dezembro de 2011, o Partido da República contava com oito integrantes.

Naquele momento, a bancada era formada por Alfredo Nascimento, do Amazonas; Magno Malta, do Espírito Santo; Clésio Andrade, de Minas Gerais; Antonio Russo, de Mato Grosso do Sul; Blairo Maggi, de Mato Grosso; Lauro Antonio, de Sergipe; João Ribeiro, do Tocantins; e Vicentinho Alves, também do Tocantins.

A composição mostra como o PR havia deixado de ser uma bancada concentrada nos quatro nomes que marcaram sua fundação. Em poucos anos, a legenda passou a contar com representantes de diferentes regiões do país.

Blairo Maggi

Entre os novos integrantes estava Blairo Maggi, eleito senador por Mato Grosso. Ex-governador do estado, Maggi exerceu papel de destaque na bancada e chegou a ocupar a liderança do PR no Senado.

Em 2012, por exemplo, registros oficiais mostram Maggi atuando como líder do partido durante sessões do Senado.

Sua presença também se estendeu por boa parte da década de 2010. Em pronunciamentos oficiais, aparece identificado como senador pelo PR e integrante do bloco parlamentar que reunia a legenda com outros partidos.

Clésio Andrade

Clésio Andrade, de Minas Gerais, também integrou a bancada do PR. Ele aparece na relação oficial do Senado de dezembro de 2011, quando o partido tinha oito senadores.

Sua permanência na legenda, entretanto, foi relativamente curta. Em março de 2012, o Senado registrou formalmente sua desfiliação do Partido da República. A saída provocou alterações na distribuição de vagas em comissões e na representação partidária dentro da Casa.

O episódio é um exemplo das mudanças que caracterizaram a bancada do PR durante sua trajetória no Senado.

Antonio Russo

Antonio Russo, de Mato Grosso do Sul, também integrou a bancada do Partido da República. Seu nome aparece na composição oficial de dezembro de 2011, ao lado de Alfredo Nascimento, Magno Malta, Blairo Maggi, João Ribeiro e outros integrantes.

Durante sua passagem pelo Senado, Russo participou de comissões e atividades legislativas vinculadas à bancada. Em 2012, por exemplo, o Senado registrou sua participação em diferentes colegiados indicados pelo PR.

Lauro Antonio

Lauro Antonio, de Sergipe, foi outro parlamentar que integrou a bancada do PR no início da década de 2010. Seu nome aparece na relação oficial de oito integrantes do partido em dezembro de 2011.

Sua presença demonstra a diversidade regional que a legenda alcançou naquele período, reunindo representantes das regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

Vicentinho Alves

Vicentinho Alves, do Tocantins, também teve uma trajetória importante dentro do Partido da República. Ele aparece na bancada de 2011 e permaneceu ligado ao partido em anos posteriores.

O Senado registra que Vicentinho Alves passou a integrar formalmente os quadros do PR em dezembro de 2014, informação publicada no início de 2015.

Em 2018, já identificado como integrante do PR, Vicentinho anunciou licença parlamentar para disputar uma eleição suplementar para o governo do Tocantins.

Antonio Carlos Rodrigues

Antonio Carlos Rodrigues também representou o Partido da República no Senado. Sua presença na bancada foi registrada em 2014, quando o relatório oficial do Senado apontava quatro integrantes do PR no início daquele ano: Alfredo Nascimento, Magno Malta, Blairo Maggi e Antonio Carlos Rodrigues.

Ao final de 2014, a composição havia mudado e o relatório registrava três integrantes, sem Antonio Carlos Rodrigues.

Sua atuação demonstra novamente como as bancadas partidárias podiam mudar rapidamente em razão de licenças, substituições, mudanças de filiação e outras alterações no exercício dos mandatos.

Wellington Fagundes

Wellington Fagundes, de Mato Grosso, foi um dos principais representantes do PR na fase final da existência da legenda. Ele chegou ao Senado após seis mandatos como deputado federal e passou a exercer liderança dentro do partido.

Em 2017, Fagundes aparece oficialmente como líder do PR no Senado.

Em 2018, continuava identificado como senador do Partido da República e líder do partido, participando dos debates legislativos e das atividades do bloco parlamentar ao qual a legenda estava vinculada.

A fase final do Partido da República

Na segunda metade da década de 2010, a composição do PR continuou passando por mudanças. Entre os nomes que permaneceram ou passaram pela bancada estavam Magno Malta, Blairo Maggi, Vicentinho Alves e Wellington Fagundes.

Em 2016, registros do Senado mostram Wellington Fagundes atuando como líder do PR e mencionando, entre os senadores da legenda, Vicentinho Alves, Magno Malta e Blairo Maggi.

A trajetória do partido no Senado chegou ao fim como legenda independente em 2019. O Tribunal Superior Eleitoral registra que o Partido da República mudou sua denominação para Partido Liberal em 9 de fevereiro de 2019.

Assim, o período do PR no Senado pode ser entendido como uma etapa específica da história do atual Partido Liberal. A legenda nasceu em 2007 a partir da fusão do PL com o PRONA, construiu uma bancada que chegou a oito integrantes em 2011 e passou por diversas alterações até sua transformação em PL em 2019.

Ao longo desse período, nomes como João Ribeiro, Magno Malta, Alfredo Nascimento e Expedito Júnior marcaram a formação inicial da legenda. Depois, parlamentares como Blairo Maggi, Antonio Russo, Clésio Andrade, Lauro Antonio e Vicentinho Alves ampliaram a representação partidária em diferentes estados. Já na etapa final, Wellington Fagundes ganhou destaque como líder da bancada, enquanto outros nomes passaram pelo partido em períodos mais curtos.

A história do PR no Senado, portanto, não pode ser resumida a uma única bancada estática. A composição mudou ao longo dos anos, acompanhando as transformações da política partidária brasileira e as próprias mudanças de filiação ocorridas no Congresso Nacional. Os registros oficiais do Senado permitem reconstruir essa trajetória em diferentes momentos, mostrando como a representação do Partido da República se distribuiu pelo país e como a legenda participou da atividade legislativa federal entre 2007 e 2019.

Mais do que uma relação de nomes, essa trajetória ajuda a compreender uma característica importante do sistema político brasileiro: as bancadas partidárias são estruturas dinâmicas, sujeitas a mudanças de filiação, substituições, licenças e novas eleições. No caso do Partido da República, essas alterações foram particularmente visíveis ao longo dos seus doze anos de existência, desde a formação da primeira bancada após a fusão de PL e PRONA até a mudança de nome para Partido Liberal em 2019.

Comentários