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20/05/2008 |
MINISTRO AFIRMA QUE CONCILIARÁ DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL |
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O governador do Estado do Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), se reuniu na manhã desta terça-feira, 20, com o ministro Extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger e secretários estaduais, para tratar sobre o Plano Amazônia Sustentável (PAS), lançado no último dia 8 de maio, pelo presidente Lula, em Brasília.
Segundo o ministro, coordenador do plano, não só o Estado do Mato Grosso, mas todo o país está em busca de crescimento econômico com sustentabilidade ambiental. Mangabeira Unger defende que não é a hora de distribuir nem culpas, nem medalhas. É hora de construir uma convergência dentro da nação, que permita resolver os problemas nacionais e unir os brasileiros, é neste sentido que o PAS caminhará.
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O ministro enumerou os cinco itens que orientam a execução do PAS, apresentados ao governador Blairo Maggi e secretários estaduais durante a reunião, salientando que o plano busca um novo modelo de desenvolvimento na Amazônia brasileira, com valorização da diversidade sociocultural e ecológica e a redução das desigualdades regionais.
Plano Amazônia Sustentável
O primeiro item, ainda segundo o ministro, trata da regularização fundiária, que permitirá um grande zoneamento econômico e ecológico da Amazônia. "Um zoneamento que defina uma estratégia para a Amazônia sem floresta e outra estratégia para a Amazônia com floresta", ressaltou.
O segundo campo, de iniciativas concretas e de imediata execução, é providenciar alternativas, economicamente viáveis e ambientalmente seguras, para as populações de pequenos produtores que atuam na zona de transição entre a Floresta e o Cerrado.
O terceiro item de execuções do PAS, trata da construção de uma agricultura moderna e democratizada, associada à intensificação da Pecuária. "É preciso lembrar que o Mato Grosso não é apenas Amazônia e desempenha um papel exemplar na construção da agricultura brasileira. O Estado é hoje um dos dínamos agrícolas não só do Brasil, mas de todo o mundo. Essa agricultura moderna e democratizada precisa de arcabouço institucional para superar o contraste desnecessário e nocivo entre a agricultura familiar e a agricultura empresarial. Precisamos organizar os mercados agrícolas para favorecer os produtores diante de fornecedores ou compradores e organizar o processo de extensionismo agrícola", observou o ministro Mangabeira Unger.
O estímulo à criação de uma rede de indústrias que transformem produtos florestais e que fabriquem tecnologia apropriada ao manejo sustentável de uma floresta tropical, é tratado no quarto ponto. "Estamos conscientes da necessidade de incentivos à instalação das indústrias florestais e de incentivos para a agregação de valor nas indústrias agropecuárias e minerais", assinalou Unger.
Complementando, o ministro apontou o campo de formação de recursos humanos, com um novo modelo de ensino médio, que combine o ensino geral de orientação analítica e capacitadora, com o ensino técnico e profissional. "Preservação do ambiente e desenvolvimento econômico são tarefas que se complementam. Dependem um do outro. A Amazônia não é apenas uma coleção de árvores, é um grupo de pessoas. Nela vivem mais de 25 milhões de brasileiros e se essas pessoas não tiverem oportunidades econômicas serão impelidas a uma atividade econômica desordenada que levará ao desmatamento", concluiu.
Mangabeira Unger compartilha da mesma opinião do governador Blairo Maggi, de remunerar as populações que sobrevivem das atividades produtivas na região pelo engajamento nos programas federais e estaduais. "Uma compensação especial pela obrigação de prestar contas e de participar da vigilância comunitária", afirmou o ministro.
Da mesma forma, ele defendeu a orientação dos governos federal e estadual de rigor no monitoramento e fiscalização dos danos ao meio ambiente. "Porém, monitoramento como complemento de uma agenda econômica positiva é uma coisa, monitoramento como substituto de uma agenda economicamente produtiva é outra. Nós queremos a primeira coisa", explicou.
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