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30/04/2008 |
RASTREABILIDADE BOVINA MOTIVA CONFRONTO ENTRE PARLAMENTARES EUROPEUS E BRASILEIROS |
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O deputado federal Homero Pereira (PR-MT) desafiou a Europa a pagar o custo adicional pela produção da carne bovina em conformidade com as exigências desse mercado. "Podemos produzir boi de olhos verde e azuis se assim os europeus demandarem desde que paguem o preço compatível para tanto", disparou Pereira em reunião na Comissão da Agricultura com representantes do parlamento europeu, nesta terça-feira (20.04), na Comissão da Agricultura da Câmara dos Deputados, na qual se discutiu a ratreabilidade bovina brasileira.
De acordo com Pereira, toda a produção de carne nacional é consumida pela população interna seguindo as normas de segurança e rígido controle sanitário da OIE. E não há registro de óbito pelo consumo dessa carne. O produto é exportado para mais de 180 países.
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Disse ainda que a normativa 17 - um check-list com regras exigidas pela União Européia - não se aplica ao Brasil, uma vez que as diferenças das características do país precisam ser consideradas pela Europa. E, conclui ele, " para atender um nicho há custos que devem ser incorporados ao preço da carne".
Os parlamentares europeus se mostraram irredutíveis quanto à flexibilização dessas exigências, que segundo os quais são equivalentes (em alguns casos) e inferiores (em outros) aos cobrados dos produtores europeus. Também enfatizaram tratar-se de exigências dos seus consumidores que não aceitam comprar produtos sem as informações necessárias a própria tranqüilidade no consumo.
O presidente da Comissão da Agricultura do parlamento europeu, Neil Parish, foi enfático ao afirma a deputados da Comissão da Agricultura da Camara e a senadores que para Europa retomar as importações da carne bovina do Brasil as regras e os critérios exigidos, os quais subscritos pelo governo brasileiro, terão de ser respeitados.
"Nós somos os clientes, queremos consumir a carne brasileira desde que as normas exigidas sejam cumpridas. Pedimos que haja 40 dias de permanência do animal na última fazenda e 90 dias na área habilitada antes do abate", frisou Parish.
Outros integrantes da Capadr reiteram a crítica às restrições ao produto bovino do Brasil pela União Européia (UE), alguns até se alteraram ao perceber que a delegação européia mantinha-se irredutíveis aos apelos e demonstração de que a carne brasileira é a melhor do mundo.
Contudo, o posicionamento dos deputados desagradou os parlamentares europeus. O presidente da comissão européia afirmou que atitudes arrogantes não ajudaram a encontrar uma solução para o restabelecimento da confiança da parceria comercial entre os países. Ao contrário, pode contribuir para uma ruptura.
O presidente da Capadr, Onyx Lorenzoni, encerrou a reunião, que demorou 3h30, reafirmando a importância da continuidade em manter o canal de diálogo e contato aberto. Porém, ressaltou que o Brasil não teme o confronto se for necessário. "Queremos construir pontes verdadeiras de um relacionamento maduro e que tanto o consumidor europeu e o brasileiro tenha igualmente um produto de qualidade", ponderou reiterando que a UE precisa reconhecer as diferentes realidades existentes entre os continentes na questão sanitária e de extensão de área.
Contexto - A União Européia embargou as importações de carnes bovinas brasileiras em dezembro de 2007 sob o argumento de que a cadeia produtiva não respeitava as normas exigidas pelo mercado. Concedeu prazo para a readequação, mas apenas 95 propriedades foram autorizadas a retomar os negócios com os países europeus.
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