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25/04/2008 |
AELTON FREITAS PEDE INVESTIMENTOS NO SETOR ELÉTRICO |
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O deputado Aelton Feitas (PR-MG) usou o Plenário da Câmara dos Deputados, nesta semana, para alertar a necessidade de investimentos em energia elétrica no Brasil. O parlamentar teme a possibilidade de um racionamento no setor, como ocorreu em 2001.
O parlamentar destacou que, desde meados do ano passado, representantes do governo afirmam que não há risco significativo de desabastecimento. No entanto, consumidores, investidores do setor elétrico e até representantes do governo, como a Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, a Agência Nacional de Energia Elétrica e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, expressam preocupação com o aumento do risco de racionamento entre 2008 e 2011.
Freitas mostrou ainda que o Programa Energia Transparente, divulgado trimestralmente pelo Instituto Acende Brasil, traz um acompanhamento das condições de oferta e demanda de energia. O levantamento utiliza números oficiais, levando-se em conta diferente cenários de crescimento econômico, eventuais atrasos na construção de usinas, condição de abastecimento de gás para usinas termelétricas e de regime de chuvas para hidrelétricas. Para ele, os estudos divulgados demonstram uma real preocupação quanto ao problema.
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"O mais recente dos relatórios, publicado em fevereiro deste ano, conclui que para 2009 há um déficit estrutural de energia elétrica que se situa entre 1900 e 1000 megawatts médios, dependendo da ocorrência ou não de atrasos na entrada em operação das novas unidades geradoras previstas. Ou seja, de acordo com esse trabalho, estamos às portas de outro racionamento se as projeções oficiais de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) se confirmarem em torno de 5% anuais", ressaltou o parlamentar.
O deputado disse ainda que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do setor elétrico prevê investimentos em geração e transmissão de R$ 78,4 bilhões para o período de 2007 a 2010. Porém, apesar da relevância dos investimentos previstos, eles ainda não são suficientes para eliminar um possível risco de insuficiência da oferta de energia elétrica no Brasil, mesmo se não houver atrasos no cronograma das obras.
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