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25/04/2008 |
CPI DA PEDOFILIA OUVE DENÚNCIAS DE BISPOS AMEAÇADOS NO PARÁ |
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Brasília - O Senador Magno Malta (PR-ES), Presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, liderou a diligência que foi à Ilha do Marajó (PA) ouvir o relato de religiosos ameaçados por terem denunciado a exploração sexual de menores na região.
Reunidos com o Bispo Dom José Luiz Azcona no último dia 24, os membros da CPI decobriram que além de prostituição infantil os sacerdotes Pará denunciam ainda os casos de tráfico de seres humanos.
Segundo o bispo disse ao Senador Malta, essas ações "são praticadas por representantes do poder local, que se aproveitam da situação local, onde os municípios são muito pobres.
Entre os Bispos ameaçados, além de Dom Luiz Azcona, estão Dom Flávio Giovenale, da Diocese de Abaetetuba, e Dom Erwin Krautler, da Prelazia do Xingu.
Representantes do Ministério Público Federal (MPF), na condição de assessores da CPI da Pedofilia do Senado, e agentes da Polícia Federal acompanham o senador Magno Malta. Amanhã (25), Malta deve seguir para Belém, onde se encontra com a governadora Ana Júlia Carepa. Ele também iria se reunir com os outros dois bispos ameaçados, mas Dom Erwin Krautler está na Austrália e o senador depende de um acordo com a Aeronáutica para ir até Abaetetuba, para encontrar Dom Flávio Giovenale.
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Dom José Luiz Azcona conta que optou por não aceitar proteção de seguranças do estado do Pará, apesar da oferta da Secretaria de Justiça. "Eu me sinto tranqüilo, sereno, a presença de segurança provavelmente vai criar em mim uma sensação de ser perseguido, de estar ameaçado". Ele afirmou que colocou à disposição do senador Magno Malta alguns documentos dos quais a CPI não tinha conhecimento ainda e que podem ajudar nas investigações.
No dia 6 de maio, está agendada uma audiência pública na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados. Segundo a presidente da comissão, deputada Janete Capiberibe (PSB-AC), o objetivo da audiência é ampliar o debate sobre as denúncias e as ameaças sofridas pelos religiosos. "É obrigação nossa, do Poder Legislativo, tomar essa atitude de defesa, de denúncia, de acompanhamento desses fatos que vêm ocorrendo", disse.
Segundo a deputada, foram convidados para participar da audiência, além dos três bispos ameaçados, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Geraldo Lírio Rocha; os secretários de segurança pública dos estados do Amapá, Aldo Ferreira; do Pará, Geraldo Araújo; e de Roraima, Cláudio de Sousa; o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa; e representantes do Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes (Cecria).
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