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04/04/2008 |
CPI CONSTATA COMÉRCIO ILEGAL EM PRESÍDIOS DE SALVADOR |
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário constatou, nesta quinta-feira, 3, em Salvador, que administradores de presídios admitem comércio ilegal para apaziguar os detentos e conviver bem com eles.
Segundo o presidente da CPI, deputado Neucimar Fraga (PR-ES), na penitenciária Lemos de Brito, por exemplo, os presos vendem de tudo: de cigarros a alimentos. Fraga acrescentou, ainda, que os preços são superfaturados: "Um quilo de açúcar custa R$ 4 e o de feijão custa R$ 10", observou.
O parlamentar republicano lamentou que, em Salvador, os administradores de presídios tenham trocado a "convivência" pela "conivência".
Presídio feminino
A CPI também visitou o presídio feminino de Salvador. A deputada Jusmari Oliveira (PR-BA) contou que as detentas têm assistência médica e educação, embora a unidade apresente as mesmas falhas do sistema carcerário.
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Existem cerca de 15 mil detentos no Estado da Bahia, e metade deles está em Salvador.
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